domingo, 18 de fevereiro de 2018

Muito importante

Retirei esta imagem do pinterest por achar que transmite, de uma forma simples, uma mensagem muito importante. Cada pessoa, interpreta-a à sua medida, mas o fundamental é tentar viver de forma mais harmoniosa, com o meio ambiente e com os outros. Para que isso aconteça, temos que estar em harmonia connosco e esse é um trabalho só nosso. Somos responsáveis pelas nossas escolhas e, acreditem, temos muitas mais opções de escolha do que aquelas que julgamos ter. E, temos todo o direito e o dever também, de tentar viver melhor.


 


terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Alegria! Alegria!

Hoje comecei o dia com uma aula de zumba. Cada uma de nós enfeitou-se com um adereço de carnaval (algumas mascararam-se a rigor) e fizemos a festa. Foi mesmo giro! Não tenho horário para frequentar o ginásio de manhã, de maneira, que foi duplamente bom ... ou melhor, triplamente bom, já que aproveitámos (aquelas que não podem ginasticar de manhã) para rever a professora de zumba, de quem gostamos tanto. Senti que a professora adorou a surpresa (já colocou a foto de grupo no facebook e tudo) e, além do mais, ela não se cansou de o dizer. Foi uma alegria! Dançámos, cantámos e convivemos. E precisamos mesmo de alegria, de ter mais alegria nas nossas vidas. Eu, pelo menos, preciso. Ainda na sexta-feira passada, a professora de ioga falava precisamente nisso. Nessa alegria saudável, contagiante e cheia de boas energias, que nos motiva a VIVER e não apenas a existir.
Quem é naturalmente extrovertido, poderá achar este discurso muito estranho. Mas a verdade é que, para quem é naturalmente melancólico, cada bocadinho de alegria genuína é uma verdadeira conquista. Por isso, vamos lá botar um sorriso no rosto e sambar!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Comprar ou não comprar, eis a questão.

Adorar livros, ler muito (não tanto quanto desejava, lol) e ter muitos livros, dificulta a tarefa de quem quer oferecer-me um livrinho. Fiz anos na semana passada e, a única pessoa que se atreveu a oferecer-me um livro, foi a minha irmã, lol. Nem sei porquê, podem sempre perguntar se estou interessada nalgum título, oferecer-me um cartão ou o livro com o talão de troca. Gosto de receber livros, de ser surpreendida com autores, géneros ou títulos que desconhecia. Amplia-me os horizontes. Este ano ainda não comprei livros, resisti às promoções (estou a resistir, embora ande sempre de volta das livrarias físicas e até virtuais ... grande exercício de disciplina), porque tenho bastantes em fila de espera, entre os que comprei e aqueles que me vão emprestar, fora os que vou raptar das estantes dos meus pais. Vou tentar ler estes  primeiro, mas sem forçar nada. Ler é, para mim, um exercício de prazer e não de frete, oras. Ainda hoje, estive quase uma hora numa livraria, só a olhar para as capas e a fazer contas de cabeça (ahahah). Anotei alguns títulos (lista dos desejos) e logo se verá. Entretanto, começa a parecer que moro numa livraria ou numa biblioteca, ahahah. Tão bom! Tão grata!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Slow Life (Day 14)

Magnífico desafio! Mas levei quase duas semanas a concretizá-lo!
Na verdade, o que eu queria era "to take a year off". Assim, um ano em que só fizesse o que me desse na real gana. Nada de compromissos profissionais e muito menos sociais. Um ano para desenvolver algumas ideias, para passear, para desenvolvimento pessoal, para ler, para aprender, para VIVER. Pode ser que um destes dias ganhe coragem, ahahaha. 
Ontem, tirei o dia para fazer um workshop de sobremesas naturais. Foram cinco horas de aprendizagem, num ambiente tão bom, que nem dei pelo tempo passar. No final, degustámos o que tinha sido cozinhado. Ficam aqui algumas fotos de fazer crescer água na boca... mhamham




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Mulheres sem nome (lilac girls)

 Há muito tempo, que um livro não me captava a atenção desta forma. Há muito tempo, que não passava uma tarde de domingo a ler, deixando para trás outras tarefas (soube mesmo bem). Há muito tempo, que não estava ansiosa por um intervalinho nas muitas "cenas" que tenho para fazer, só para ler mais umas páginas. Há muito tempo que, enquanto fazia outras coisas, não ficava a pensar no que tinha lido na véspera. Não há dúvida de que  sou uma leitora (um dia ainda será profissão, devidamente reconhecida e remunerada, ah pois é). Mas, falando do livro, a ação decorre durante e após a segunda guerra mundial. A história é baseada em factos (infelizmente) reais e é o resultado de um exaustivo trabalho de pesquisa feito pela autora (o tipo de trabalho que fiz durante um ano... "apenas" o melhor ano de toda a minha vida profissional). 
Durante a invasão da Polónia, muitas mulheres foram feitas prisioneiras e enviadas para o campo de concentração nazi, em Ravensbruck. Neste grupo, estão duas irmãs e a sua mãe. Embora as irmãs trabalhassem para a resistência, eu acho que esta detenção foi feita aleatoriamente. Hitler estava decidido a eliminar todos os que não fossem arianos e as rusgas para prender as pessoas eram feitas assim ... como acontece ainda em tantos países. No campo de concentração, estas mulheres foram sujeitas a experiências médicas, verdadeiramente abjetas. As que conseguiram sobreviver a este horror, ficaram conhecidas como as "coelhas", pela forma como se deslocavam depois das experiências e por terem sido usadas como cobaias. Isto aconteceu mesmo. Uma das responsáveis por isto foi a médica nazi Herta Oberheuser. Segundo os relatos, era de uma crueldade extrema ... só poderia ser, para fazer o que fez. Muito depois do final da guerra, foi identificada e foi-lhe retirada a licença para exercer medicina. Esta carrasca, ficou presa apenas durante cinco anos! Como é que é possível? Durante o seu julgamento em Nuremberga, nunca se mostrou arrependida do que tinha feito. E depois de ter saído, prosseguiu a sua vida, como médica de família, vivendo no conforto. Isto, enquanto as suas vítimas lutavam para que lhes fosse paga uma indemnização (só em 1964 é que o governo da Alemanha Ocidental o fez). A protetora do grupo das "coelhas" e que tudo fez para que tivessem uma vida digna, foi uma  socialite americana, Caroline Ferriday, que era voluntária no consulado de França em Nova Iorque. Caroline era uma espécie de benfeitora dos orfanatos franceses. Os nazis permitiam e encorajavam os donativos aos orfanatos, porque isso significava menos despesa para eles ... bom, fiquei a pensar se, de facto, se importariam minimamente com os órfãos franceses. Caroline acaba por se cruzar com a história das "coelhas" e faz desta, uma das causas da sua vida. Assim, a sua história entrelaça-se com a história das duas irmãs e a de outras sobreviventes do campo de concentração. Mais não conto porque não gosto de estragar as leituras dos outros. A narrativa tem um bom ritmo e a leitura flui. Já li tanto sobre este período tão negro da história e fico sempre abismada com a crueldade das pessoas quando lhes dão rédea solta. Por outro lado, é tão difícil por as pessoas boas em movimento, é tão difícil haver justiça para as vítimas. Sim, porque a Polónia, depois da ocupação nazi, foi ocupada e martirizada pela União Soviética. A (desu)humanidade em todo o seu esplendor. 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O coração é o último a morrer (The heart goes last)

Já me tinha cruzado várias vezes com obras desta autora, mas nunca tinha lido nada. Até que no Natal, vi no Nplay (acho que é esse o nome) uns episódios da série "A História de uma serva" e fiquei cheia de curiosidade. Fiz alguma pesquisa, fui às livrarias (um dos meus programas favoritos) e acabei por trazer este livro. O início da história é prometedor e entusiasmante. A Sociedade colapsou e agora é cada um por si, o que, como podem imaginar, traz ao de cima o pior de cada um. Então, no meio deste caos, há um grupo de visionários que cria um modelo de Sociedade que, segundo eles será sustentável. E o conceito até é interessante, embora eu não confie num modelo que nos retira o livre arbítrio. Tudo parece funcionar bem até ao momento em que começam a desaparecer pessoas (não digo mais para não ser spoiler) e é aqui que eu acho que a história fica "mais do mesmo" e o meu interesse decresce. Mas a autora até tem razão, se a maltinha foi capaz de dar cabo de vários modelos de Sociedade, porque é que não seria capaz de estragar também este? O livro termina de forma interessante, mas parece faltar uma conclusão (até fui ver se faltavam páginas). 
Quanto à série televisiva ... ... bem, lá terei que esperar que voltem a "abrir" novamente o sinal, porque nem pensar em pagar mais por um canal que deveria estar incluído nos pacotes que nos impingem.  Compramos um pacote de canais, dos quais apenas meia dúzia se aproveita e depois temos que andar a pagar como extra tudo o que tem interesse?! Só podem estar a gozar! 

domingo, 28 de janeiro de 2018

Moinhos

Moinhos de vento e não só. Conheço-os desde sempre. Quando era miúda, o meu sonho de consumo era morar num destes moinhos, porque, além de ser uma "casa" original, ainda por cima, ficava na praia, luxo dos luxos. O tempo foi passando e os moinhos foram degradando-se. No fim-de-semana passado soube de uma visita guiada, gratuita, a um destes moinhos. Nem sequer me apercebi de que estava em processo de restauração. Mas estava e ainda bem! Melhor, foi ter ouvido dizer que também há planos para restauro dos outros moinhos de vento e de um de marés. Além disso, parece que também querem fazer alguma coisa com a antiga estação fluvial, que tem uma fachada linda. 
Fui visitar o moinho e gostei, gostei mesmo muito. Só não subi ao primeiro andar porque, as escadas estreitas e sem corrimão me demoveram de tal. Além disso, gostei de ver que, finalmente, alguma coisa está a ser feita por esta terra com tanto potencial, com tanto património negligenciado por causa da shit (desculpem o palavrão) da política.